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Fiz amor com o meu pai

Natasha Rose Chenier, uma canadiana hoje com 24 anos, contou na primeira pessoa como se envolveu sexualmente com o pai biológico. A jovem diz ter sido vítima do próprio desejo sexual, que não conseguia controlar. Descobriu que a atracção era mútua e quando deu por si estava envolvida. O caso não é inédito e na Psicologia é descrito como síndroma de Atracção Sexual Genética.
Foto: SOL
Natasha conta, num texto publicado no site Jezebel, que conheceu o pai biológico apenas com 19 anos. A mãe de Natasha também conhecera o pai com a mesma idade, mas a gravidez foi fruto de uma relação casual e o homem afastou-se. A jovem quis entretanto conhecer o verdadeiro pai, num grito de revolta contra a mãe que mantinha um casamento com um padrasto que, segundo escreve, lhe destruiu a auto-estima. “Quis encontrar um pai que me amasse incondicionalmente, que me protegesse”, escreve.

A jovem descreve como, após conhecer o pai, que vive na Jamaica, deram início a uma relação de cumplicidade, em que se sentia “finalmente segura” e na qual havia inúmeras coisas em comum. “Estava intoxicada com as nossas semelhanças, o que nunca partilhei com a minha mãe. De repente tinha companhia. Era tão simples quanto isto. Tinha um pai de sonho, estava nas nuvens”.

Numa das visitas, Natasha começou a dormir na cama do pai e pensou “ser o normal” na relação entre pai e filha. Mas começou a sentir-se atraída sexualmente por ele, o que a deixou “chocada e horrorizada” , não falou com mais ninguém sobre o assunto, a não ser com o próprio pai. “Tive esperança que quando voltasse para casa o sentimento fosse embora. Mas não foi. Em vez disso, aumentou de intensidade”, recorda.

Foi na visita seguinte que descobriu que o sentimento era mútuo, depois de o pai o confessar. A jovem diz que tentou reprimir o desejo, assim como o pai. Mas acabaram por ceder e Natasha descreve a experiência como muito “real e intensa como nenhuma outra”. “O desejo sexual que tinha pelo meu pai fez-me sentir como se me tivessem lançado um feitiço obscuro”, escreve.

Natasha diz que o que se seguiu foi um período de culpa, vergonha e sentimento de impotência. “Fizemos sexo oral algumas vezes”, conta. A jovem diz que quis fugir antes dos actos, pedia ao pai para parar – o que ele fez – mas continuava a sentir um desejo incontrolável. “Tinha ataques de pânico todos os dias e sentia-me uma criminosa”.

Natasha Rose Chenier está a escrever um livro sobre o síndroma da atracção sexual genética, reconhecida na psicologia desde os anos 80 depois de uma terapeuta de um grupo de crianças adoptadas ter constatado atracção amorosa e sexual entre os progenitores biológicos e os filhos.

Leia aqui o testemunho de Natasha

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