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Aconteceu na Vida de Agente Hugo Ernano

Hugo Ernano, o Guarda da GNR, que matou acidentalmente um menor. Escreveu um livro chamado" Bala Perdida", onde descreve o que verdadeiramente aconteceu em 2008.
Foto: Correio da Manhã
A vida deste agente de autoridade parou no dia 11 de Agosto de 2008 quando durante uma perseguição policial a um assaltante de etnia cigana foragido da prisão, dispara, atinge e mata o filho do bandido, um jovem de 13 anos, que acompanhava o pai no assalto a uma vacaria em Santo Antão do Tojal, em Loures. Foi a primeira vez que usou a sua arma de serviço. De personalidade vincada e psicologicamente forte, o militar da GNR, enfrentou todo este pesadelo sem verter uma lágrima até ao dia 28 de Outubro de 2013, quando foi condenado pelo Tribunal de Loures a 9 anos de prisão e a indemnizar em 80 mil euros aos pais da criança. Recorreu da decisão, e reduziram a pena para 4 anos de prisão, em pena suspensa e a indemnização para um pouco mais de metade do estipulado anteriormente. Tem de pagar á mãe do jovem 44 mil euros e ao pai, entretanto preso, 11 mil euros. Sendo que lhe retiraram grande parte do ordenado e está á merce dos amigos para comer e dar de comer aos filhos pequenos.

O que se pergunta é, que tipo de justiça é esta, que numa missão normal de serviço, um palerma de um assaltante, tenha levado o filho para assaltar no em vez, de o menor estar na escola como tantos outros? É verdade que houve uma bala perdida, que foi o encontro do alvo errado, mas não será a culpa total do pai? Agora, há muitos apoiantes do Agente Hugo, na tentativa de minimizar a miséria a que o Estado o colocou. Vamos todos ajudar e apoiar as iniciativas de apoio ao Agente Hugo.

Toda a gente erra e errar é humano. Quem nunca o fez que atire a primeira pedra. Todos temos telhados de vidos, e não ha perfeitos. Aqui, a culpa é unicamente aos pais, pois não tendo educação, instrução e conhecimentos dos deveres, esquecem-se que há támbém os direitos de respeitar e ser respeitado, de os filhos irem para as escolas e de terem um trabalho digno. Direitos e deveres todos têm e devem saber de tras para a frente e colocar em pratica sempre, seja qual for a sua origem de nascimento.

Acontece a qualquer um de nós, as injustiças e os erros, mas há que saber assumir, para não errar, mas nunca deixar de errar, pois só assim se aprende. No que toca ao resto, pode ser um alerta aos pais, para que tenham a consciência que as escolas, não se fizeram para estarem ás moscas.

Escrito por: Rogério Rosa, Repórter de Memórias para o Luso Jornal 2015

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