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UBER - Levei um jogador de futebol conhecido

Sábado, dia 21 de Janeiro de 2017, em mais uma noite de serviço, transportei um cliente bem conhecido.

Estava a passar pela zona do Bairro Alto em Lisboa, quando recebo uma chamada. Desloquei-me ao local e esperei. Esperei uns minutos e nada. Até que tive de ligar para pedir informações sobre o local do cliente.
Foto: Google
Ao atender o telefone, foi-me dito para me deslocar um pouco mais a baixo, perto do restaurante Tavares Rico. Assim fiz.

Ao chegar, reparei que a pessoa estava um pouco apressada, entrou no carro e rapidamente me disse, que o tinha salvo esta noite.

No momento não reparei quem era, disse o que normalmente digo, se a temperatura estava ok, o som e se queria que segui-se o GPS. O cliente disse que estava tudo ok e que só queria era chegar a casa.

No caminho, o cliente começou a puxar conversa comigo. Perguntas normais, de onde sou, se faço isto á muito tempo, etc...

No meio da conversa, disse-me que era jogador de futebol e de um clube bem conhecido em Lisboa. LOL, nessa altura tentei olhar para a cara para o reconhecer, pois tinha entrado mesmo ao meu lado.

Não consegui ver quem era, mas também não me disse o nome, disse só o clube em que jogava. A história que me contou foi engraçada.

Disse que tinha um jogo este domingo e que não deveria ter saído. Se o clube soubesse poderia puni-lo. Mas os amigos o influenciaram e ele cedeu. O problema foi depois. Após o jantar, ao sair do restaurante, deparou-se com a normal multidão do bairro alto. Alguns o conheceram e tentaram falar com ele. Foi aí que ele teve de se escapar.

Perguntei-lhe se andava muito de UBER. Ele disse que sim e que era uma forma de sair sem dar muito nas vistas. Disse que tinha namorada e que "também" tinha amigos, o que por vezes não conseguia equilibrar as coisas.

Disse que era novo e gostava de se divertir, sem por em causa a sua profissão, mas que adorava uma boa diversão.

Ainda me disse que adora Lisboa e Portugal e que não quer sair de cá de forma alguma. Nunca se sentiu tão bem.

Bem, podia dizer que era. Mas poderia por em causa muita coisa. Ele ainda me ofereceu o boné que usava autografado e sem eu o pedir. E voltou a repetir que o tinha salvo essa noite.

O que posso dizer é que é jogador de um dos dois clubes grandes de Lisboa.

Escrito por Sérgio Lemos Figueiredo

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