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Usa o cérebro antes de usares a língua

Durante anos, senão mesmo desde que me lembro, nunca fiz isto, falava sempre ao mesmo tempo que pensava no que dizia e muitas vezes cometi alguns erros. Muitos mesmo. Cheguei a uma fase da minha vida que deixei mesmo de falar, pelo menos com quem antes discutia e não me levava a lugar algum. Neste momento penso muito no que digo, só não o faço com os meus pais, são os únicos a quem posso falar e dizer tudo o que penso, mesmo que por vezes não seja da melhor forma. Mas, comecei aos 40 anos a pensar muito antes de falar. Conclusão, acabaram as discussões dos anjos e sem dúvida que o silêncio vence tudo.
 
Mais do que falar, devemos saber o que, quando, como e com quem falar; caso contrário, as palavras soarão apenas como um nada ofensivo. Preferível, no caso, um silêncio confortador, pois o silêncio quase nunca erra.
 
A sabedoria popular já nos aconselha que a palavra é prata e o silêncio é ouro, não à toa. Saber o momento certo para nos expressarmos, bem como usando as palavras mais adequadas, é uma das melhores formas de não entrarmos em discussões desnecessárias e de evitarmos magoar as pessoas. Além disso, o facto de termos uma opinião formada não quer dizer que estamos certos.

Foto: Sérgio Lemos Figueiredo
A comunicação humana realmente é muito complexa, pois envolve pontos de vista distintos, às vezes semelhantes, muitas vezes dissonantes. Cada um de nós possui as próprias formas de pensar e de sentir as coisas, pois cada pessoa passa por lugares diferentes, vem de onde o outro nem imagina, passa por situações que moldaram a sua visão de mundo de forma singular.
 
Por isso é que não devemos esperar que o outro tenha as mesmas reações que as nossas ou se comporte conforme aquilo que esperamos. Por isso é que não podemos achar que sabemos exatamente o que o outro precisa ouvir naquele momento, que estaremos o ajudando quando opinarmos ou darmos conselhos. Muitas vezes, não queremos ouvir nada de ninguém, nem estamos prontos para receber alguma coisa – queremos paz e silêncio.
 
É preciso perceber que existem momentos em que não adianta tentar conversar, tampouco seremos ouvidos. Da mesma forma, devemos ter noção do nosso grau de intimidade com a pessoa a quem queremos expressar nossas opiniões, pois estaremos sendo invasivos, indelicados e desagradáveis, caso não sejamos próximos o bastante. Afinal, quem somos nós, para falar o que quisermos para quem quisermos?
 
E, mesmo que se trate de alguém com quem tenhamos uma relação forte e constituída, não podemos supor que possuímos um passe livre para adentrar na vida dele quando e como quisermos. Com amigos, familiares e parceiros, temos ainda uma obrigação maior de saber até onde podemos ir, com quais palavras devemos entrar e o momento certo de agir e de falar.
 
Fonte: Sou Tão Boa | Acrescentado por Sérgio Lemos Figueiredo

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