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Mickey Rourke conta como o seu cão lhe salvou a vida

Continuando a falar-se muito de ataques de cães, deixo-vos agora com esta história. Não consigo arranjar palavras para caracterizá-la. Gostava que a lessem e que deixassem a vossa ideia.

Há uns anos, quando o protagonista de Nove Semanas e Meia já tinha caído no esquecimento, e se tinha separado da mulher, Carré Otis, Mickey Rourke decidiu acabar com a vida, segundo contou no documentário Eating Happiness. "Quando estava a ver qual seria o melhor sítio da minha cabeça para colocar a pistola, apareceu o meu cão Beau Jack. Olhei-o nos olhos, ele olhou-me e percebi que me estava a dizer: ‘Quem irá cuidar de mim? Aí tive consciência de que não valia a pena morrer", conta o actor norte-americano, de 63 anos.
 
 
Este documentário em que revelou o duro episódio, que Rourke diz ter-se passado no início da década de 2000, estreou na semana passada nos Estados Unidos e é sobre a indústria da carne de cão na Ásia e o cruel tráfico de cães antes de serem sacrificados. Depois de Beau Jack ter morrido no ano 2000, com um ataque de coração e o actor garante ter feito tudo para o salvar, até "respiração boca a boca durante 45 minutos", Mickey Rourke tornou-se embaixador da PETA, a maior organização do mundo de direitos dos animais.

Agora, Rourke tem seis cães e no discurso que fez ao receber o Globo de Ouro de Melhor Actor pelo seu papel em O Lutador – filme que o fez regressar ao cinema – referiu-se aos seus animais com a maior ternura: "Os meus cães são tudo o que vale a pena na vida. Eles estão ali quando não está mais ninguém".

Artigo e Foto tirado da Revista Sábado

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