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Lá por ser sem-abrigo, não significa que não tenho coração

Assim que a história de Steve Jones se tornou conhecida, o milionário David Sullivan disse que queria ajudá-lo. Agora que o encontrou vai dar-lhe seis meses de casa. E algum dinheiro, para recomeçar.

Foi poucas horas depois do atentado de Manchester que David Sullivan, um dos donos do West Ham, clube de futebol do leste de Londres, disse que queria ajudar o homem, sem-abrigo, que se tinha notabilizado por ter socorrido uma série de vítimas à saída do concerto de Ariana Grande.

Foto: Inews.co.uk
Parece que ele precisa de alguma ajuda, portanto estamos desesperadamente à procura dele para podermos dar-lhe seis meses de alojamento gratuito e algum dinheiro, para o ajudar a refazer a vida”, explicou o milionário, de 68 anos, aos microfones da BBC Radio 5 Live.

A partir de então, foi lançada uma campanha nacional, alimentada a tweets publicados pelo filho de David Sullivan (David Sullivan Jr), para encontrar Steve Jones e poder dar-lhe a boa notícia.

Finalmente encontrado, através do passa-palavra das redes sociais, Steve Jones, que admitiu ter cumprido penas de prisão e ter sido consumidor de drogas, já conheceu os seus benfeitores, que além de meio ano de alojamento gratuito vão também ajudá-lo com algum dinheiro, para que possa endireitar a vida.

Quando foi entrevistado pela ITV News, sobre a ajuda que prestou a quem naqueles momentos fatídicos precisou dela, Steve explicou que não tinha feito nada de mais: “Lá por ser sem-abrigo, não significa que não tenho coração e que não sou humano”.

Agora, voltou a afirmar que não é um herói: “Fiquei com lágrimas nos olhos quando li alguns dos comentários das pessoas. Mas eu não sou nenhum herói, não me classifico como um herói mas como um cidadão normal que fez o mesmo que qualquer outro cidadão teria feito”.

Ao dono do West Ham, Steve agradeceu. Ao resto das pessoas que contribuíram com dinheiro através de uma campanha de crowdfunding criada para si, também: “As doações não eram necessárias, para mim bastavam as palavras simpáticas e o reconhecimento, a sério. Ou verem-me na rua e levarem-me a beber um café, para mim estaria bom assim”.
Fonte: Observador

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