A resposta que faltava dar, Rodrigo

Ontem fui fazer uma visita, que normalmente faço durante mais de oito anos. Com tanta irmã que tenho, com tantos sobrinhos que tenho, por vezes é difícil correr tudo ao mesmo tempo, mas existe sempre tempo para o fazer. A falta de tempo não é desculpa.

Foto: Sérgio Lemos Figueiredo
Eis que mais uma vez surgiu a questão que tenho ouvido em três meses. Uma questão que me têm feito, devido a uma mudança um pouco radical (para eles) na minha vida. Deixo aqui a questão e a resposta.

"Tio, porque razão nos últimos sete anos eras tão conservador em tantos aspectos e agora estás completamente diferente. Dizias que não fazias tanta coisa que agora estas a fazer. Ouvia-te falar e dar conselhos e que agora as tuas atitudes são tão diferentes. Porquê?"
Bem, estas questões foram feitas desta última vez pelo meu sobrinho Rodrigo, mas nos últimos três meses, as mesmas palavras vieram de muitos familiares meus.

Resumindo, durante sete anos vivi com uma pessoa, intensamente, perfeitamente enquadrados, numa felicidade extrema. Uma experiência de vida que infelizmente acabou e não da melhor forma. Isso não significa que tudo tenha sido mau, muito pelo contrário, foi tudo muito bom. Mas até o bom tem um fim.

Nessa altura, tive de mudar algumas coisas na minha vida, como todas as pessoas o fazem (ou deviam fazer).

Simplifico:
  • Nas redes sociais não me expunha, não tinha perfil pessoal;
  • Era muito exigente nas viagens que fazia, nas companhias que escolhia e nos sítios que visitava;
  • Tinha (mos) projectado uma vida a dois, mesmo com muitas incertezas a união reinava e tudo se encaixava;
  • Tinha (mos) planeado o crescimento de um filho (a);
  • Mostrava muito receio a situações hospitalares (lool) como seringas, análises....etc;
Estes são os pontos mais fortes daquilo que defendia e que agora se modificou...será que modificou? porquê?

Na minha forma de ser e de viver neste mundo, acredito que muitas das vezes na nossa vida, temos de alterar a forma como vemos e fazemos as coisas sem termos de mudar quem somos. Continuo a ser a mesma pessoa, continuo a ter as mesmas convicções, as mesmas crenças politicas, os mesmos gostos e claro uma auto-estima elevadíssima. Sou uma pessoa que gosto muito de mim, da familia.

Como trabalho diariamente com computador e com as redes sociais, sei que uma grande parte das relações chegam ao fim, devido a exposições das suas vidas pessoais.

Sim, quando tenho um relacionamento não me exponho da forma que o faço agora, isto porque sei dos problemas que virão por maus entendidos e também por aquilo que eu entendo como respeito.

Aconselho vivamente, que numa relação, não se exponham nas redes sociais pois não servem para nada. Mas nada mesmo. Também reconheço que muita gente precisa de alguém que goste de si, que goste das suas fotos, dos likes, dos comentários. Tudo isso é virtual, não existe nada melhor que o contacto ao vivo, que uma conversa frente e frente que um olhar. Para quem utiliza as redes sociais para fins profissionais como eu, aí sim, é um excelente meio.

Agora, tenho perfil, tenho instragram, tenho twitter, lool, é verdade. Coloco fotos minhas, textos, o meu dia a dia. Divulgo o meu blogue e muito mais. A diferença é óbvia, não estou com ninguém agora.

Viajo para muitos lugares que não fazia antes, coisa normal, pois como éramos dois, as escolhas tinham de embarcar opções entre duas pessoas.

Quando estou com alguém, gosto de viver viagens de uma forma diferente do que quando estou sozinho.

Sim, tinha projectado uma vida a dois, um lar para dois, coisas para dois. Mas, não te esqueças que antes de sermos dois eu já era um. E como gosto muito de mim, continuo comigo....lool.

Aqui, no que toca a filhos, é verdade, adorava ter um. Vou ter sem dúvida. Não biológico, mas sim adoptado, sempre o quis fazer mesmo se tivesse um filho biológico, pois pais são os que criam e não os que fazem (para mim claro). Quando não sei,mas terei. Esta foi a ultima aprendizagem que tive na vida. No que toca há vida de um ser humano, todo o cuidado é pouco. E ele não tem de vir a este mundo para levar com o egoísmo dos que cá estão, estou a falar dos pais claro. Espero que entendas, pois também tens os teus pais separados.

Em termos de saúde e seringas, tive de ultrapassar, com a ajuda de muitos sentimentos, não os mais agradáveis. Comigo, como controlo os meus sentimentos na perfeição, sei do que preciso para ultrapassar algumas coisas.

Espero que tenhas intendido, eu não mudei, a minha vida é que mudou. Não temos de mudar o que somos por ninguém, quem gosta de nós, gosta de nós assim.  Não podemos deixar de acreditar em nós, de gostar de nós, se isso acontecer é mau, aí os psicólogos têm de entrar.

E não te esqueças, temos de ser livres para fazer o que queremos. O que dizemos, o que vestimos, o que fazemos, definem o que somos.

Neste universo tão vasto, somos uma migalha insignificante, mas ainda nos vemos como o centro do universo. LOOL, errado. Só cá estamos vivos uma vez, e não deixes essa vez passar sem deixares história, sem viveres.

Em termos materiais, dinheiro, emprego, etc....sou uma pessoa que não vivo com muito, não preciso de muito. Trabalho todos os dias para ter o que quero. Muitas vezes não consigo, mas, nunca desisto, acredito que no dia seguinte vai ser sempre melhor.

Espero que tenha respondido ás vossas questões, principalmente a ti, Rodrigo.

Escrito por Sérgio Lemos Figueiredo
A resposta que faltava dar, Rodrigo A resposta que faltava dar, Rodrigo Reviewed by Aconteceu na minha VIDA on 07:58:00 Rating: 5

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